Os relacionamentos são nosso maior ativo invisível | Como isso transforma nossa carreira

Facebook
Twitter
LinkedIn

Ao longo da vida, investimos tempo e energia em estudos, carreira, patrimônio… Mas, muitas vezes, esquecemos do nosso maior ativo invisível: os relacionamentos. Eles não aparecem em um balanço financeiro, mas são eles que abrem portas, criam oportunidades e nos sustentam nos momentos mais difíceis. Quando olho para a minha trajetória, vejo claramente como os vínculos que construí foram determinantes para chegar onde estou.

No mundo profissional (e, especialmente para nós, mulheres) talento e esforço, por si só, nem sempre bastam. A ideia de que apenas bons resultados garantem reconhecimento não corresponde à realidade. O jogo exige mais. Os relacionamentos são atalhos, pontes que nos conectam a espaços que talvez nunca alcançaríamos sozinhas. Eles trazem visibilidade, apoio, mentoria e nos colocam em mesas de decisão onde nem sempre somos convidadas.

Mas há uma diferença enorme entre simplesmente fazer networking e construir relacionamentos genuínos. O primeiro virou quase um termo técnico, frio, muitas vezes resumido à troca de cartões e conversas superficiais. Já a construção de vínculos reais exige interesse genuíno, presença, reciprocidade. O networking pode até abrir portas, mas são as conexões verdadeiras que fazem com que sejamos lembradas quando a oportunidade aparece.

Transformando relacionamentos em poder e influência

Muitas mulheres foram ensinadas a se isolar para se proteger, mas isso nos enfraquece. O que aprendi na prática foi que criar redes de apoio e encontrar aliados (homens e mulheres) é essencial.

Quando nos fortalecemos em grupo, os relacionamentos se transformam em poder real: aquele que constrói, influencia e muda realidades.

É um erro pensar que conexões se formam do dia para a noite. Também é um erro agir com interesse imediato. Relações profissionais sólidas não se baseiam apenas em “o que eu posso ganhar”, mas sim em presença e cuidado constantes. O maior erro é desaparecer e só aparecer quando precisa de algo. Relacionamentos precisam ser cultivados sempre, sem pressa, sem interesse forçado.

Hoje, com o mundo acelerado e digital, manter conexões autênticas pode parecer um desafio, mas a palavra-chave para mim é presença. Um simples “como você está?” sem um pedido por trás já muda o tom da relação. A tecnologia nos aproxima, se usada da forma certa.

Quando possível, faço questão de encontrar pessoalmente, mas nunca deixo de mandar uma mensagem, comemorar as conquistas dos outros e oferecer ajuda sempre que percebo que alguém precisa.

O que realmente constrói confiança?

A resposta é simples: coerência. Falar e fazer precisam caminhar juntos. A confiança se constrói todos os dias, com pequenos gestos, e pode ser destruída em um instante. Outro ponto fundamental é o respeito: pelas histórias, escolhas e momentos de cada um.

Já vivi um relacionamento profissional que mudou a minha vida. No início da minha empresa, um cliente que parecia ser “apenas mais um contrato” acreditou tanto no meu trabalho que me indicou para várias pessoas. Essas indicações me levaram a clientes grandes e mudaram completamente o tamanho da minha operação. Essa experiência me ensinou uma lição valiosa: trate todo mundo com o mesmo respeito e dedicação, porque a grande virada pode vir de onde você menos espera.

Ensinamos mulheres a construir relações estratégicas?

Já estamos mudando essa mentalidade, mas ainda precisamos reforçar que ser produtiva e eficiente é ótimo, mas não basta. Criar conexões não é interesseiro, é estratégico.

Precisamos ensinar nossas meninas desde cedo que ocupar espaço e construir redes faz parte da jornada. No mundo dos negócios e na vida, relacionamentos são a base do crescimento.

Se eu pudesse dar um único conselho para mulheres que querem transformar seus relacionamentos em ativos estratégicos, seria este: não subestime o poder das conexões humanas.

Invista tempo nas pessoas, escute de verdade, esteja presente. Relacionamentos não são sobre tirar, são sobre somar. E quem constrói vínculos genuínos nunca caminha sozinha – porque, no fim, são essas conexões que abrem as portas mais importantes da nossa vida

Leia mais